Por
Bruna Lemes
A automatização das operações jurídicas diretas e indiretas, tais como cadastro de ações judiciais e/ou administrativas, elaboração de laudos de subsídios, cumprimento de obrigações, respostas a ofícios judiciais e administrativos, realização de pagamentos, validação de encerramentos até a efetiva tutela de processos judiciais e administrativos, trouxe eficiência, agilidade e praticidade às organizações.
Todavia, junto com os avanços tecnológicos, vieram desafios relacionados à privacidade, ao uso adequado das informações e à mitigação de riscos, tornando a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nas empresas um elemento fundamental para gestão de riscos, a conformidade regulatória e a construção de relações de confiança no ambiente digital.
Em um contexto marcado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, características do chamado mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity), as empresas precisam desenvolver estruturas capazes de responder rapidamente às mudanças e reduzir vulnerabilidades.
Diante disso, a proteção de dados e a segurança da informação deixaram de representar apenas obrigações regulatórias e passaram a integrar estratégias voltadas à resiliência organizacional e à continuidade dos negócios.
LGPD nas empresas: proteção de dados como elemento estratégico
A transformação digital alterou profundamente a forma como empresas coletam, armazenam, compartilham e utilizam informações pessoais.
Com os negócios cada vez mais dinâmico e sujeitos a mudanças constantes, garantir a proteção desses dados tornou-se um fator essencial para a gestão de riscos, a conformidade regulatória e a preservação da confiança de clientes, parceiros e demais stakeholders.
Nesse cenário e com a entrada da LGPD (Lei nº 13.709/2018), a proteção de dados deixou de ser um tema exclusivamente técnico e passou a ocupar posição estratégica nas organizações.
A construção de ambientes mais seguros depende de uma cultura corporativa baseada em:
responsabilidade no tratamento das informações;
conscientização interna;
transparência nas práticas adotadas;
gestão contínua de riscos;
atualização constante de processos e tecnologias.
Empresas que investem em maturidade operacional e segurança da informação não apenas evitam sanções regulatórias, mas fortalecem sua credibilidade, ampliam a confiança dos clientes e reduzem impactos decorrentes de incidentes de segurança.
ISO 27001 e segurança da informação na proteção de dados
A ISO/IEC 27001 é uma referência internacional nesse processo. A norma estabelece diretrizes para gestão da segurança da informação, auxiliando na prevenção de acessos indevidos, vazamentos, perdas de dados e outros incidentes que possam comprometer a integridade das informações.
Com o aumento das exigências de privacidade e gestão de riscos, organizações passaram a buscar mecanismos mais estruturados para fortalecer controles internos e aprimorar práticas de segurança.
Entre as principais medidas previstas, destacam-se:
controle de acesso às informações;
monitoramento e gestão de riscos;
prevenção de incidentes de segurança;
definição de políticas internas;
gestão de vulnerabilidades;
proteção de dados sensíveis;
conscientização e treinamento de colaboradores.
Mais do que uma certificação, a ISO 27001 representa um modelo de gestão voltado ao fortalecimento da governança, à prevenção de riscos e à continuidade operacional.
Como consolidar uma cultura de proteção de dados nas empresas
Em um ambiente cada vez mais conectado e orientado pela circulação de informações, privacidade e segurança tornaram-se elementos essenciais para a sustentabilidade e a credibilidade corporativa.
A LGPD reforçou a necessidade de práticas mais transparentes e responsáveis no tratamento de dados pessoais; a ISO 27001 trouxe parâmetros para a estruturação de controles internos e o fortalecimento da gestão de riscos e a consolidação dessa cultura vai além da implementação de normas, políticas e controles. Ela depende do compromisso diário das pessoas e da incorporação da proteção de dados aos valores que orientam a atuação da organização.
Quando a privacidade e a segurança da informação passam a fazer parte da tomada de decisão, dos processos internos e do relacionamento com os clientes, fortalecem-se não apenas a conformidade e a mitigação de riscos, mas também a confiança, a transparência e a responsabilidade que sustentam relações duradouras. Nesse contexto, promover uma cultura de proteção de dados significa atuar de forma ética, segura e colaborativa, assegurando que cada entrega realizada gere valor e preserve a confiança depositada por clientes, parceiros e pela sociedade.
Na Finch, acreditamos que segurança da informação e proteção de dados são pilares fundamentais para uma governança sólida e para a geração de valor aos nossos clientes e parceiros. Mais do que atender a requisitos regulatórios, entendemos que proteger informações é uma demonstração concreta do nosso compromisso com a ética, a confiança, a excelência e a responsabilidade que orientam nossa atuação.
Ao fortalecer uma cultura de proteção de dados, reforçamos nosso propósito de simplificar o mundo jurídico, com entrega de soluções seguras, confiáveis e sustentáveis, contribuindo para relações duradouras e para o sucesso de nossos clientes. Afinal, em um mundo cada vez mais conectado, proteger dados é, acima de tudo, proteger a confiança.
Sobre a autora
Bruna Lemes Da Silva Kometani, Advogada da Finch Soluções, pós-graduada em Direito e Processo Civil.


