Finch aproxima o mercado de trabalho ao ensino superior no II Hack@Day Unisagrado

Entre os dias 17 e 18 de setembro, aconteceu a segunda edição do Hack@day Unisagrado, um evento interno do centro universitário Unisagrado, no formato de hackathon e 100% online. Com mais de 24h de duração, o evento contou com a participação de alunos de várias áreas e cursos da graduação e pós-graduação, desafiados a solucionar problemas em pequenos grupos. Nesta edição, o tema “Problemas globais, soluções locais” foi colocado em voga como um questionamento aos participantes, dispostos a criarem projetos para transformar a realidade do mundo a partir da realidade local.

A Finch foi uma das apoiadoras oficiais do evento e integrou a banca de avaliação técnica das soluções propostas pelos alunos, representada pela Debora Cavaglieri dos Santos, Tech and Solution Manager da área de Desenvolvimento de Software na unidade de Bauru (SP).

Confira abaixo a entrevista realizada com a Debora e saiba como foi a participação da Finch no evento:

Finch Soluções: De maneira geral, como foi ter participado do II Hack@Day Unisagrado?
Debora Cavaglieri dos Santos: O Hack@Day é um evento muito rico, em que muitas coisas acontecem em apenas 24h. A banca avaliadora – que eu fiz parte – também tem muito material para ver e avaliar em um curto espaço de tempo, o que torna a experiência intensa e muito enriquecedora. Pessoalmente, ter representado a Finch foi muito legal e motivo de orgulho para mim.

F.S.: Como foi a sua atuação direta no evento? Foi fácil se adaptar à participação 100% on-line?
D.C.S.: Fui convidada para fazer parte da banca de jurados representando a Finch, então tive algumas reuniões com a equipe organizadora antes do evento, em que eles explicaram o objetivo do Hack@Day, e quais seriam os critérios de avaliação que os jurados deveriam usar, garantindo assim que todos teriam os mesmos critérios e os entenderiam da mesma maneira. A participação efetiva da banca avaliadora foi apenas no fim do segundo dia, em que tive contato com os estudantes participantes. Pude fazer uma mini palestra sobre as expectativas do mercado de trabalho, valorizando eventos como o Hack@Day que agregam às habilidades pessoais e profissionais deles, na visão de gestores de empresas renomadas, como a Finch. Depois disso pude conhecer suas propostas de resolução – eram 10 grupos e cada um tinha 6 minutos para defender o seu projeto – e finalmente dar minha opinião, seguindo os critérios de avaliação. No fim das avaliações, pude discursar para todos os estudantes sobre o que tinha visto de mais legal nos grupos e dar algumas dicas.

F.S.: Quem foram os seus colegas de bancada de avaliação?
D.C.S.: No total, a banca teve 5 jurados. Além de mim, o Vitor Marchi Moreno Dias, representando a Paschoalotto, o Eduardo Stevanato, CEO da MSTECH, o Giovanni Fernando de Oliveira, representando a FCJ e a Sandwich Valley e o Ewerton Maciel, representando a TV TEM.

F.S.: Quais soluções/projetos propostos pelos alunos mais te chamaram a atenção? Quais foram os vencedores?
D.C.S.: Os dois projetos que mais me chamaram atenção acabaram ficando em primeiro e segundo lugar na classificação, então acredito que os outros jurados concordaram comigo. O objetivo dos alunos era desenvolver uma solução local, para um problema global, tendo como base os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Todos deveriam seguir o ODS 3 (“Saúde e Bem-Estar”) e escolher mais um, formulando evidências de que a solução deles geraria alguns dos indicadores sugeridos pela ONU. A proposta vencedora foi uma plataforma de atendimento e apoio psicológico a professores, focando principalmente nos profissionais da rede pública de educação. A segunda melhor colocada foi uma plataforma de educação ambiental, como foco em denúncias e dúvidas sobre as queimadas.

F.S.: Como você avalia a relevância para a Finch da nossa participação neste evento?
D.C.S.: É muito importante que os estudantes de maneira geral conheçam a empresa, e reconheçam a sua importância no mercado de trabalho de Bauru e região. Além da aproximação com as universidades, em que podemos entender como esses profissionais vão chegar ao mercado e quais valores importantes são trabalhados na universidade. Acredito que é uma troca muito rica.

F.S.: A partir da experiência e contato com projetos diferentes, quais aprendizados foram extraídos para além do evento?
D.C.S.: Senti um respiro de esperança ao ver tantos estudantes se dedicando por 24h, quase que sem dormir, para pensar em temas tão importantes e necessários como os abordados (“combate ao desemprego”, “erradicação da pobreza”, “promover a igualdade de gênero”, entre outros). Além disso, mostrou como teremos no mercado vários profissionais que se preocupam em “aprender a aprender”, o que é uma habilidade muito procurada e valorizada.

F.S.: Você considera que eventos como este são importantes para a sociedade? Por quê?
D.C.S.: Muito importantes. No ponto de vista da educação, a capacidade da trabalhar e pesquisar na companhia de pessoas que você acabou de conhecer e para além das diferenças de opinião é muito importante. E a aproximação entre o mercado de trabalho e a universidade traz profissionais cada vez mais empreendedores e com perspectivas interessantes sobre a realidade para tais empresas.

Assista ao encerramento do II Hack@Day Unisagrado transmitido pelo YouTube

Conheça os ODS propostos pela ONU